Ser santo é buscar uma intimidade tal com Deus, que nos leve a revelá-lo com nossa vida, por meio de nossas ações e palavras. A santidade está ao alcance da mão. É um processo único, uma descoberta pessoal, e acima de tudo POSSÍVEL!!! Esse é o caso de santo Agostinho, nascido em Tagaste, na Argélia (África) a 13 de novembro de 354.
Foi educado na fé católica por sua mãe Mônica (também santa), mas não seguiu seu exemplo. Tinha uma vida completamente vazia, onde nada era tão importante quanto festas, jogos e bebidas. Apesar de ter uma mente brilhante, deixou-se seduzir por falsas doutrinas. E para desespero de sua mãe, (que rezou e chorou muito por sua conversão), arrumou uma amante e com ela teve um filho, Adeodato.
Agostinho buscava incessantemente a verdade, mas não pelos caminhos que Deus orienta. Contudo, as lágrimas e orações de Mônica não foram em vão. Em Roma, o filho rebelde conheceu o bispo de Milão, santo Ambrósio, e acabou se sensibilizando com as palavras do religioso e, aos poucos, começa a se aproximar da fé católica.
A conversão aconteceria de forma surpreendente. Certo dia, em agosto de 386, desorientado e confuso, pareceu-lhe ouvir um voz que dizia “Tolle lege”, que é uma frase em latim que significa “toma e lê”, ou “pega e lê”.
Achou que a voz o convidava a tomar em mãos as Cartas de Paulo, que estavam sobre a mesa, e a abri-las por acaso. E leu: “Comportemo-nos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Rm 13, 13-14). A leitura deste trecho foi-lhe fulgurante. Então, conseguiu mudar de vida e dedicar-se totalmente a Deus.
Em Tagaste Agostinho funda a sua primeira comunidade. Entre 390 e 391 o Bispo da cidade de Hipona, Valério, o ordena sacerdote. Mais tarde sucedeu Valério, tornando-se Bispo de Hipona.
Deixou numerosos escritos, onde conseguiu conciliar “fé e razão”. Entre eles, O livre arbítrio, A Trindade, A cidade de Deus. Menção particular merecem As Confissões, nas quais Agostinho faz uma auto narração, deixando emergir, em modo magistral, a sua interioridade e a história do seu coração.
Foi canonizado em 1292 pelo Papa Bonifácio VIII, e em 1298 torna-se, pelo mesmo Papa, Doutor da Igreja.
E que, por intercessão de Santo Agostinho, alcancemos a graça de uma trajetória santa.
Crédito foto: Paul Brennan (2016).
Referências:
- Site: https://santo.cancaonova.com/santo/santo-agostinho-doutor-da-igreja-2/
- O Livro dos Santos, de Adriane C. Guimarães e Ana Lúcia Prôa.
José Renato Carneiro – Pascom
