Solenidade de São José, Patrono Universal da Igreja

Celebramos no dia 19 de março a Solenidade de São José, esposo da Virgem Maria, pai adotivo de Jesus e declarado Patrono Universal da Igreja.

Na Igreja Ocidental, a festa de São José não tinha dia fixo até o século XV. Durante a Idade Média, a festa de 19 de março tornou-se popular quando promovida por pregadores servitas e franciscanos. O Papa Sisto IV (um papa franciscano eleito em 1471) estendeu a festa de 19 de março à igreja em Roma, e tornou-se uma festa universal no século XVI. Já em 1870 o Papa Pio IX declarou São José o “Patrono Universal da Igreja”.

Em 1955 o Papa Pio XII ordenou que além da festa de 19 de março, fosse celebrada, também a festa de São José Operário, no dia 1º de maio, cristianizando o dia Internacional do Trabalho. Assim, São José além de patrono da Igreja Católica passou a ser também, modelo e protetor do trabalhador cristão. A Sagrada Escritura fala muito pouco do homem, incumbido por Deus, de criar Jesus.

As citações nos revelam que ele era um carpinteiro, de poucas posses, descendente da tribo de Davi, o grande rei de Israel. Um homem justo, segundo São Mateus (Mt 1, 18). Sua figura silenciosa está presente nos momentos mais importantes da primeira etapa da vida do Salvador.

Ele esteve ao lado de Maria no momento do parto e, graças à intervenção de um anjo, programou a fuga ao Egito, para escapar à perseguição de Herodes. Ele também dividiu com Nossa Senhora a preocupação com Jesus adolescente. Isto nos é dito no episódio em que Jesus sumiu por três dias para discutir com os sábios do Templo, em Jerusalém (Lc 2, 41-52).

Termino este artigo, deixando para nossa reflexão, as palavras do cardeal Orani Tempesta, em artigo para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “José é chamado o santo do silêncio. O Evangelho não registra nenhuma palavra dita por ele. Construiu sua santidade na simplicidade, humildade e no silêncio de Nazaré. Precisamos, hoje, cultivar a estima pelo silêncio, esta admirável e indispensável condição do espírito. Somos hoje assediados por tantos clamores, ruídos e gritos da vida moderna barulhenta e estressante.”.

José Renato Carneiro (Pascom)

Fontes:

– O livros dos Santos, de Ariadne C. Guimarães e Ana Lúcia Prôa.

https://www.cnnbrasil.com.br

– https://www.vaticannews.va

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