“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova”. (Confissões X, 27, 8).
Com esse clamor de seu coração, Agostinho manifesta seu lamento por ter perdido tantos anos da vida buscando a verdade em locais errados. A conversão foi, para ele, o encontro definitivo com a verdade, depois de um longo vagar pelo mar da dúvida, das dificuldades e da agitação do espírito.
Convertendo-se, Agostinho encontrou-se a si mesmo e a alegria de viver; encontrou a medida do amor no abraço misericordioso do Pai e encontrou a Igreja, qual mãe de salvação e modelo de vida.
A conversão de Agostinho, aos 33 anos de idade, foi tão profunda que ele deixou completamente seu antigo modo de ser e passou a viver segundo o Evangelho.
Na Vigília Pascal do ano 387, na noite entre 24 e 25 de abril, Agostinho, seu filho Adeodato e seu amigo Alípio foram batizados, em Milão, pelo bispo Santo Ambrósio.
Ele narra o seguinte em sua obra Confissões:
“Fomos batizados e, desapareceu qualquer preocupação com a vida passada” (Confissões IX,6,14).
Isto é um sinal da graça santificante, que no batismo a recebemos pela primeira vez.
A graça santificante (dom sobrenatural de Deus) é um estado de união com Deus, que perdoa nossos pecados e nos faz merecedores do céu. Nós a perdemos pelo pecado mortal, mas podemos recuperá-la através de uma boa confissão (Sacramento da Reconciliação).
Mas Agostinho também viveu seu batismo como uma dupla conversão: além de se tornar católico, foi também uma conversão à vida consagrada.
Bento XVI disse que Santo Agostinho fez de sua conversão um processo vital, um elemento essencial de sua vida.
Em 2026, celebramos 1639 anos do batismo de Santo Agostinho. É um convite para nós também valorizarmos o nosso próprio batismo, que nos fez nascer para uma vida nova, gerados pela Mãe Igreja.
Fontes:
https://agustinosrecoletos.org/;
A Fé Explicada – Leo J. Trese
José Renato Carneiro (Pascom)
