Em resposta à grave crise sanitária cubana, surge uma rede de apoio médico que conecta Espanha, Panamá e Peru. Missionárias Agostinianas Recoletas e frades Agostinianos Recoletos.
O modelo pioneiro nasce em Álora, Málaga, onde uma médica desenvolveu o “Colabora para que no le duela” (Colabore para que não doa). Seu sistema coleta medicamentos em farmácias locais, gerencia as doações e os envia via Globestar por 7 euros/kg.
Em Cuba, a Cáritas os recebe seguindo com protocolos rigorosos: cadastro eletrônico, entrega somente com receita médica e máxima discrição para evitar o acúmulo de medicamentos.
A ARCORES contribui com a visão estratégica do projeto “Medicina Missionária”, estruturando-o em fases claras e comparando custos: envios marítimos do Panamá (US$ 85/30 kg) para estoque de reserva e aéreos da Espanha (tarifas escalonadas) para emergências. Sua proposta enfatiza a sustentabilidade por meio de equipes locais autônomas e participação comunitária.
A OAR e a MAR Cuba oferecem a perspectiva do terreno, transformando um sistema informal em uma metodologia que inclui o registro, monitoramento e o controle dos medicamentos por pessoal especializado bem como o acompanhamento das pessoas que os solicitam e suas necessidades.
Suas prioridades são urgentes: analgésicos fortes para pacientes oncológicos e antibióticos escassos, em um sistema de saúde “muito precário” onde o acesso depende de contatos ou dinheiro.
Este projeto transcende o simples envio de medicamentos, tornando uma rede de esperança sanitária que demonstra como a solidariedade internacional, quando organizada com experiência, planejamento e estrutura institucional, pode construir pontes de saúde sobre qualquer distância geográfica ou política.





