Setembro, mês da Bíblia

No Brasil, a tradição de dedicar o mês inteiro para a Bíblia foi criada em 1971 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), inspirando-se em uma iniciativa anterior da Arquidiocese de Belo Horizonte.

A Bíblia é uma coleção de livros escritos ao longo de anos, sob inspiração do Espírito Santo de Deus, que contém a história da Salvação e a revelação divina.

A escolha do mês para dedicar-se à Bíblia, deve-se ao fato de no dia 30 de setembro ser comemorado dia de São Jerônimo.

São Jerônimo nasceu em Strídon, possivelmente em 347, e faleceu em Belém, a 30 de setembro de 419 ou 420. Sua maior obra foi revisar e traduzir a Bíblia a partir dos originais grego e hebraico para o latim, corrigindo, inclusive, as versões latinas anteriores então em uso (as Vetus Latina). Essa tradução, concluída no início do século V, ficou conhecida como “Vulgata” e tornou-se o texto bíblico oficial da Igreja Católica. A sua tradução foi amplamente divulgada no Império Romano e, por séculos, entre os católicos do mundo todo.

Todos os anos a CNBB propõe um livro e um lema para aprofundarmos o estudo da Bíblia, e para este ano de 2026, o livro escolhido foi o Livro de Daniel, iluminado pelo lema “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7, 14).

De 1 a 30 de setembro de 2026, você é convidado a participar de um mergulho nesses escritos sagrados que narram a trajetória do profeta Daniel e de seus companheiros durante o Exílio na Babilônia, evidenciando a fidelidade a Deus, a interpretação de sonhos, as visões apocalípticas e a soberania divina sobre os impérios da terra. A proposta convida a refletir sobre o tema da resistência espiritual, da oração constante e do discernimento em tempos difíceis, induzindo a um olhar para a Bíblia com mais sensibilidade, a fim de compreender como permanecer firme no chamado de Deus em meio às pressões, incertezas e transformações da vida.

A Bíblia também é o livro mais lido no mundo. Porém, ela não é um livro comum. Dessa forma, os leitores da Bíblia precisam saber que ela possui duas naturezas: humana e divina.

A natureza humana da Bíblia significa que ela foi escrita por homens. Já sua natureza divina significa que apesar de ter sido escrita por homens, ela foi inspirada pelo próprio Deus. Assim, ela é a divina Palavra de Deus em todos os sentidos.

É de bom tom deixar a Bíblia em um local visível em nossas casas, a fim de facilitar ainda mais sua leitura.

José Renato Carneiro (Pascom)

Fontes:

https://comshalom.org/

https://formacao.cancaonova.com/

 

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