Conheça todos os santos agostinianos celebrados em setembro!

Nossa Senhora Mãe da Consolação, Padroeira da Ordem | 04 de Setembro

A bem-aventurada Virgem Maria é venerada como Mãe da Consolação, porque através dela “Deus mandou ao mundo o Consolador”, Cristo Jesus. A participação nas dores da paixão de seu Filho e nas alegrias de sua ressurreição a põem em condição de consolar a seus filhos em qualquer aflição que se encontrem. Depois da ascensão de Jesus Cristo, em união com os Apóstolos, implorou com ardor e esperou com confiança o Espírito Consolador. Agora, elevada ao céu, “brilha ante o povo peregrino de Deus como sinal de segura esperança e consolação”. (LG 69).

Desde o século XVII, “Mãe da Consolação” ou “Mãe da Correia” é o título principal com que a Ordem agostiniana honra a Virgem. Em 1439, obteve a faculdade de erigir para os leigos a “confraria da cintura”. Uma antiga lenda, nascida no seio da Ordem, narrava que a Virgem tinha aparecido a Santa Mônica, afligida pela sorte de Agostinho, consolando-a e dando-lhe uma correia, a mesma com que depois se cingiriam Agostinho e seus frades. De ordinário, a iconografia representa a Virgem e o menino no ato de entregar correias, respectivamente, à Santa Mônica e a Santo Agostinho. Em 1945, surgiu na Igreja Agostiniana de Bolonha a confraria de “Santa Maria da Consolação”. Em 1575, ambas as confrarias se fundiram em uma única arquiconfraria da Correia, a que os papas enriqueceram com abundância de indulgências.

A proteção da Mãe da Consolação nos dá serenidade e consolo nas provas para que, também nós, possamos consolar a nossos irmãos.

São Nicolau de Tolentino | 10 de Setembro

São Nicolau de Tolentino nasceu em Sant’Angelo in Pontano (Macerata, Itália), em meados do século XIII, de uma família modesta. Professou na Ordem muito jovem. Sua figura é a de um religioso sacerdote simples, cheio de caridade para com seus irmãos e para com o povo de Deus, e fiel cumpridor das exigências da profissão religiosa.

Visitava e socorria com grande esmero os doentes e pobres, e não se envergonhava de pedir esmola para o sustento da comunidade. Pregador de notável eficácia, sua direção espiritual era muito procurada. Passou quase totalmente os 30 anos de sua vida em Tolentino, onde morreu no dia 10/09/1305.

Foi grande seu espírito de oração e penitência, assim como sua devoção às almas do purgatório. Foi muito celebrado por seus milagres. Foi canonizado pelo Papa Eugênio IV, em 1446. Suas relíquias conservam-se no seu santuário de Tolentino.

Santo Alonso de Orozco | 19 de Setembro

Nasceu em Oropesa (Toledo) em 10/10/1500. Enviado por seus pais para estudar na Universidade de Salamanca, entrou, com seu irmão Francisco, no noviciado agostiniano desta cidade, no dia 08/06/1522. Assim, como seu superior Santo Tomás de Vilanova, sempre considerou sua entrada na Ordem como uma das maiores graças recebidas de Deus. Pregar e escrever foram suas principais atividades.

Ternamente devoto de Nossa Senhora, considerou toda sua atividade literária como fruto de um mandato direto de Nossa Senhora. Nomeado pregador da corte real espanhola, sua alegria era pregar para gente humilde e necessitada: hospitalizados, presos, religiosas etc. Ser missionário no México foi um de seus grandes desejos, embora a enfermidade não lhe tenha permitido. Amou intensamente a Ordem. Fundou conventos de agostinianos e agostinianas. A fraternidade, a simplicidade evangélica, o equilíbrio e a moderação na comunidade, foram a linha de sua vida religiosa.

Extraordinário asceta e místico, sofreu grande crise de secura espiritual de 1522 a 1551. Foi também assaltado por tentações de abandonar a vida religiosa. Morreu em Madri, desejando trabalhar mais pelas almas para imitar a Cristo, no dia 19/09/1591. Seus restos conservam-se na Igreja Agostiniana de Valladolid. Foi beatificado por Leão XIII em 1882. Foi canonizado por João Paulo II em 19/05/2002.

Beata Josefa da Purificação Masia | 22 de Setembro

Nasceu em Algemes?, Valencia, Espanha, no dia 10/06/1887 no seio de uma família de agricultores profundamente cristãos. Teve um irmão e quatro irmãs religiosos. No dia 02/02/1905, Maria Josefa vestia o hábito agostiniano descalço em Benigánin (Valência) e no ano seguinte pronunciava seus votos. No convento, distinguiu-se por sua laboriosidade, silencio e espírito de pobreza. Foi priora durante um triênio e, ao estourar a guerra, desempenhava o oficio de mestra de noviças.

Em julho de 1936, teve que abandonar o convento, buscando refúgio na casa de sua mãe. Nela, encontravam-se já recolhidas suas três irmãs capuchinhas e todas juntas fizeram, durante alguns meses, vida autenticamente monástica, guardando a clausura, rezando o oficio divino e respeitando as horas de silêncio e recolhimento. No dia 19 de outubro desse mesmo ano, um grupo de milicianos se apresentou à casa para levar as religiosas. Sua mãe não quis se separar de suas filhas, e foram todas presas no convento cisterciense de Fons Salutis, convertido em prisão. No dia 25 de outubro, festa de Cristo Rei, carregaram-nas em um caminhão e, à entrada de Alcira, fuzilaram-nas uma após a outra. Os milicianos tinham pensado em começar pela mãe, mas esta desejou alentar suas filhas e rogou aos verdugos que começassem com suas filhas e, logo depois, seguiu-as no martírio.

Beatos Mártires do Japão | 28 de Setembro

Os primeiros missionários agostinianos chegaram ao Japão em 1602. Seu entusiasmo e seus sacrifícios não tardaram em dar fruto. O povo os ouvia com alegria e abundavam as conversões. A vida agostiniana atra?a os nativos, tanto que em poucos anos já havia religiosos, terciários e cinturados de origem japonesa. Mas logo estourou uma violenta perseguição contra os católicos. A prova foi terrível, mas a nascente Igreja japonesa a enfrentou com admirável valentia e fidelidade. Foram centenas de agostinianos e agostinianos recoletos, entre eles religiosos, cinturados e terciários que, entre 1617 e 1637, derramaram seu sangue por Cristo em meio a atrozes tormentos. A liturgia recorda um grupo beatificado por Pio IX em 1867, composto por Hermando de São José e seu catequista, o cinturado Andrés Yoshida, martirizados em 1617; o padre Pedro de Zuñiga, executado em 1622; o frei Juan Shozaburo, os oblatos Miguel Kiuchi Tayemon, Pedro Kuhieye e Tomás Terai; e os terciários Mancio Seizayemon e Lorenzo Hechizo, sacrificados em 1630; e, por fim, os padres Bartolomé Gutiérrez, Vicente de Santo Antonio e Francisco de Jesús, martirizados em Setembro de 1632.

Um segundo grupo de mártires está composto pelos recoletos Mart?n de São Nicolau, Melchior de Santo Agostinho, queimados a fogo lento no dia 11/12/1632 e beatificados no dia 23/04/1989. Tinham viajado como voluntários da Filipinas ao Japão, a pedido dos padres Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antonio, que já estavam presos.

A memória dos mártires japoneses testemunha a universalidade da vida agostiniana (procedem de quatro paises: Espanha, México, Portugal e Japão) e a comunhão de vida entre sacerdotes, irmãos e seculares agostinianos, assim como a comum herança das diversas famílias agostinianas.

Fonte: https://www.stvvocacional.com.br/p/quem-somos/santos-da-ordem

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.