Pentecostes, o nascimento da Igreja

Depois de celebrarmos a Páscoa,  o dom de Cristo ressuscitado, e sua Ascensão ao Céu, temos a alegria de celebrar a festa de Pentecostes.

A palavra Pentecostes vem do grego pentēkostē, que significa “quinquagésimo”, referindo-se aos cinquenta dias após a Páscoa, quando a festa é celebrada.

Pentecostes tem suas raízes no judaísmo, onde era conhecido como a Festa das Semanas, originalmente uma celebração agrícola que marcava o fim da colheita de trigo e a entrega da Lei a Moisés no Monte Sinai. Para os cristãos, Pentecostes adquiriu um significado adicional após a ressurreição de Jesus Cristo e sua ascensão ao céu.

Para nós cristãos é o tempo que encerra o período Pascal na liturgia da Igreja. A data faz memória a Jesus Cristo que, depois de ressuscitado, subiu aos Céus e derramou o Espírito Santo sobre os discípulos e sobre toda a Igreja, conforme havia prometido: “Eu vos enviarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do Alto” (Lc 24, 49).

O Pentecostes é citado principalmente no Novo Testamento em Atos dos Apóstolos 2:1-13, que narra a descida do Espírito Santo sobre os discípulos, em forma de línguas de fogo: “estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. […] Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas […]”

Considerado o nascimento da Igreja, o evento marca o recebimento de coragem e propósito pelos discípulos.

O Catecismo da Igreja Católica diz que: “No dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).

É oportuno aqui, falar algumas palavras sobre o Espírito Santo e para tal recordemos, novamente, o Catecismo da Igreja Católica (CIC), no seu parágrafo 688:

O Espírito Santo assiste o Magistério da Igreja na verdade que salva. O Espírito Santo inspirou os autores da Sagrada Escritura, acompanha a Tradição Apostólica, atua na liturgia sacramental, nos carismas, nos ministérios da Igreja, na oração pessoal dos fiéis, na vida apostólica e missionária, no testemunho dos santos e em toda a obra da salvação”.

Santo Agostinho afirmou: “Se, portanto, quereis viver do Espírito Santo, conservai a caridade, amai a verdade, desejai a unidade e alcançareis a eternidade!” (Sermões, 267, 4, 4)

Fontes: Catecismo da Igreja Católica; https://rsb.org.brhttps://igrejadoscapuchinhos.orghttps://www.osabrasil.orghttps://www.vaticannews.va.

José Renato Carneiro (Pascom)

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