Uma curiosa coincidência se dá no mês de agosto, que, curiosamente, faz lembrar o nome “Agostinho”. Neste mês, muitos santos agostinianos são celebrados, inclusive os dois maiores nomes da família agostiniana, Santo Agostinho e Santa Mônica, sua mãe.
Beato João de Rieti | 02 de Agosto
Morreu em Rieti, aos dezessete anos, em torno de 1316. Era filho único. Distinguiu-se pela simplicidade, inocência e por seu amor e dedicação aos irmãos. Suas relíquias conservam-se na Igreja de Santo Agostinho de Rieti. Seu culto foi confirmado por Gregório XVI, em 1832.
Santa Clara da Cruz de Montefalco | 17 de Agosto
Nasceu em torno de 1268 em Montefalco (Perusa), onde passou toda a vida. Aos seis anos, entrou numa reclusão habitada por sua irmã Joana e outras companheiras. Esta pequena comunidade trasladou-se, em 1290, para uma nova casa, transformada em mosteiro sob a Regra de Santo Agostinho. Clara seguiu suas companheiras.
Morta sua irmã a 22/11/1291, sucedeu-lhe no cargo de Abadessa, até a morte, no dia 17/08/1308. Em sua vida pessoal e como Abadessa, viveu exemplarmente a vida comunitária exigida pela Regra de Santo Agostinho. Ensinava às irmãs a necessidade da renúncia e do esforço pessoal para construir o edifício da vida espiritual.
Dotada de ciência infusa, defendeu corajosamente a doutrina da fé. Distinguiu-se pelo amor à Paixão do Senhor, dando um lugar de honra à devoção da Santa Cruz. No final de sua vida, afirmava ter no seu coração a Cruz de Cristo. Após sua morte, conta-se, encontraram-se no seu coração as insígnias da Paixão do Senhor. Seu corpo se conserva na Igreja das Agostinianas de Montefalco.
Santo Ezequiel Moreno | 19 de Agosto
Nasceu em Alfaro (Logronho, Espanha), no dia 09/04/1848. Aos dezessete anos, no dia 22/09/1865, emitiu a profissão religiosa na Ordem dos Agostinianos Recoletos e foi ordenado sacerdote em Manila em 03/06/1871. Os primeiros quinze anos sacerdotais, cheios de ardente zelo apostólico, transcorreram nas Filipinas. De 1888 até pouco antes de sua morte, dedicou sua multiforme atividade à Colômbia. Restaurou a Província da Candelária, deu início a uma nova fase missionária, foi o primeiro Vigário Apostólico de Casanare e, desde 1896, Bispo de Pasto. Uniu uma caridade sempre disponível a uma grande fortaleza de ânimo, mormente quando se tratava dos interesses de Cristo e da Igreja. Foi grande devoto do Sagrado Coração e mostrou sempre um intenso amor a Ordem. Morreu no convento de Monteagudo (Navarra, Espanha), onde professara e onde fora prior, em 19/08/1906. Foi beatificado por Paulo VI no dia 01/11/1975. Canonizado por João Paulo II em 11/10/1992, em Santo Domingo, República Dominicana, no V Centenário da Evangelização da América, durante a IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. É denominado o “santo da nova evangelização”.
Santos Liberato, Bonifácio e Companheiros | 26 de Agosto
Entre os mosteiros africanos, que a Ordem considerou fundamentalmente de inspiração e vida agostinianas, tem especial importância, pelo martírio de seus religiosos, os de Gafsa, em Túnis. Após o edito do rei Hunerico, em 484, mandando entregar os mosteiros e seus moradores aos mouros, foram presos os sete membros deste mosteiro. Enfrentando as provações, foram martirizados em Cartago, dando grande exemplo de fortaleza na fé e de unidade fraterna. A celebração do ofício foi concedida à Ordem, em 06/06/1671.
Santa Mônica | 27 de Agosto
Nasceu em Tagaste (Argélia), em 331, de uma família de boa posição social e profundamente cristã. Casou-se, jovem ainda, com Patrício, que não era cristão. Patrício era um modesto proprietário de Tagaste e membro do conselho municipal. Mônica era uma mulher forte. De fé ardente, de firme esperança, de inteligência brilhante, sensível às exigências da convivência, assídua na oração e na meditação da Sagrada Escritura, encarna o modelo de esposa ideal e de mãe cristã. Graças à sua paciência e exemplo, Patrício abraçou a fé. Conseguiu a conversão de Santo Agostinho, “o filho de tantas lágrimas”. Exultante de alegria, está presente no seu batismo. Quando se preparava para voltar à África, morre em Óstia Tiberina (Roma), no mês de outubro provavelmente, antes do dia 13/11/387, aos 55 anos de idade. Alguns dias antes, mãe e filho tiveram a experiência do êxtase de Óstia. Nele chegaram a tocar por momento, num vôo do coração, a Sabedoria criadora de todas as coisas, lá deixando as primícias do espírito.
No século XII, começou-se a celebrar sua memória litúrgica a 4 de maio. Com o advento da reforma litúrgica, celebra-se, com a Igreja universal, em 27 de agosto. Suas relíquias são veneradas na Igreja de Santo Agostinho de Roma.
Santo Agostinho, nosso pai | 28 de Agosto
A vida de Santo Agostinho (354-430) se desenvolve numa época de crise e transição.
Desmoronava o império romano sob a pressão das invasões dos bárbaros. No dia 28 de agosto Hipona estava sitiada. Agostinho morria vivendo profundamente aquele drama de dor. Embora confiasse em Deus, não podia ficar alheio aos sofrimentos de seu povo.
Desde sua ordenação sacerdotal (391), mas sobretudo desde a ordenação episcopal (395), identificara-se com a causa de Deus no serviço da Igreja. Procurar a unidade eclesial foi sua grande preocupação. Fundou comunidades religiosas para viver em profundidade esta unidade e quis que elas fossem sinal e fermento desta unidade.
Na expressão de São Possídio, Agostinho, depois de sua morte, permaneceu triunfalmente vivo nos livros que legou à posteridade. Seus restos se conservam na Igreja Agostiniana de São Pedro, no “Ciel d’oro”, de Pavia.
Fonte: https://www.stvvocacional.com.br/p/quem-somos/santos-da-ordem
